Apenas consegui chegar ao fim de mim própria, apenas consegui ver o que o amor nos faz, a dor que pode causar, apenas vi talvez um pouco de comodismo da parte das pessoas, uma rotina da qual já não conseguem sair a não ser através da separação ou do divórcio.
É tão fácil não é? Desistir de algo mas tão difícil lutarmos por isso.
É tão fácil virarmos as costas, culparmos os outros pelos nossos erros, discutirmos por ninharias, mas tão dificil metermos o nosso grande orgulho ferido de lado e admitirmos que amamos, que somos humanos, que cometemos erros.
Sei que mais de metade do que vou aqui escrever vai ser um pouco contraditório ou talvez não vá fazer grande sentido mas sinceramente, cheguei a uma altura da minha vida em que o meu coração gelou e já não me interessa minimamente o que pensam de mim ou do que escrevo. Escrevo porque me dá prazer e porque sou eu que estou aqui, nada mais simples que isto.
Não sou contra o facto de se amar, nem tão pouco contra o facto de as pessoas se casarem, constituírem família e construírem as suas próprias vidas, sou contra o facto de haver tanta incerteza nas suas decisões e quando tentam voltar atrás envolvem as pessoas que mais amam e fazem-nas sofrer.
Sou contra a falta de honestidade, a manipulação constante dos factos, não que eu já não o tenha feito, já não tenha mentido, mas por isso mesmo é errado. Vivemos sempre com esses erros e não conseguimos seguir em frente enquanto não os enfrentarmos e pensarmos que estamos a magoar as pessoas que mais nos amam.
O que é o amor afinal? O que é a paixão?
É tão belo não é mesmo não sabendo definir o que é ou como é?
Sofre-se amando, dói quando nos deixam e magoam as saudades e porquê continuar?
Porque faz parte... Porque gostamos da dor, porque nos faz sentir, porque nos transforma nuns animais assustados e impotentes, porque somos humanos.
Sara